Ainda não fui assistir ao filme do “Need for Speed”, série
de jogos de corrida que mora no meu coração, mas devo dizer que estou confiante
na qualidade do filme, principalmente após as criticas boas referentes ao filme,
além do mais, a ambientação do filme lembra muito os NFS “oldschool” com as
corridas sendo realizadas em belas paisagens pelo mundo, estradas no deserto, floresta
eram, para mim, a melhor coisa da série, além, é claro, dos carrões fantásticos
que tinham.
Por isso fiquei tão feliz com esse novo filme ser realizado
nessa ambientação, foi assim que sempre imaginei um filme do “Need for Speed”, tanto
que existe um filme que eu vi faz um tempinho já que eu considerava
indiretamente como O FILME do “Need for Speed”, pois tinha todos os elementos
dos jogos clássicos do “Need for Speed”, ou seja, corrida de carros em
ambientes naturais.
Cenas do filme A aparição de 1986
Esse filme era “A Aparição”, de 1986, clássico do programa
do SBT conhecido como cinema em casa, com Charlie Sheen no papel principal, era
um filme a frente do seu tempo, pois esse sub-genero de rachas e corridas
ilegais só iriam ficar famosos com os filmes “60 segundos” e “Velozes e Furiosos”,
nos de 2000 e 2001 respectivamente, por isso é um filme que ficou esquecido e
que poucos conhecem uma pena, pois é filme muito divertido apesar de ser BASTANTE
estilo anos 80. Na história do filme, um forasteiro (Charlie Sheen) chega numa
pacata cidadezinha americana, no qual uma gangue clichê dos anos 80 fica
apostando rachas nas estradas norte-americanas tendo como premio na corrida os
carros dos perdedores, uma hora surge um Dodge M4S Turbo Interceptor (carro que
existe na vida real), no qual nunca aparece o rosto do piloto, ele começa a participar
dos rachas, mas ao invés de querer ganhar as corridas, ele pretende matar todos
os membros da gangue, um a um.
Não vou contar mais detalhe para não contar spoilers(apesar
do final do filme não explicar NADA e deixar um monte de dúvidas abertas), até
por que a história nem importa muito, é um filme para se divertir, o filme é divertido
pelos rachas, pela trilha sonora, pela beleza da atriz Sherilyn Fenn na época
que era um espetáculo a cada cena que aparece, além, é claro,do Dodger Turbo Interceptor
que é um baita carrão, cada cena que ele aparece é uma melhor que a outra, ver ele
correndo é fantástico, ele é um protótipo criado em 1984, só existe 4 unidades
no mundo(uma usada no filme), pode chegar a mais de 300 km/h, além de em apenas
5 segundos chegar a 100 km/h, esse é O carro.
O filme é muito estereotipado, o líder da gangue, por
exemplo, é o estereotípico dos anos 80, com a sua jaqueta de couro, além é
claro dos capangas que às vezes parecem terem vindo do jogo “Final Fight” como
o punk e o drogado. Outra coisa anos 80 é a trilha sonora, que por sinal é
muito boa, com destaques como Billy Idol e Ozzy Osbourne, quem gosta de músicas dos anos 80 vai adorar.
Aconselho muito ver esse filme, tipo, para quem está
acostumado com os rachas que a série de filmes “velozes e furiosos” vai achar
esses aqui horríveis e chatos, mas tem que se colocar na época, que era muito
mais difícil de ser fazer sem os efeitos digitais, além do mais, só de ver o Dodger
correndo já vale o filme, o filme conta também com uma série de referencias a
outros filmes como Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Mad Max, Juventude
Transviada, O Carro- A máquina do diabo, etc. Para mim esse filme era o que eu
sempre quis ver de um filme do “Need for Speed”, carrões, ambientes naturais, trilha
sonora boa e rachas pelas estradas,é o filme do Need for Speed que demorou 20 anos para sair.
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